Resenha: Um milhão de finais felizes - Vitor Martins

Vitor Martins é mais um integrante do grupo de booktubers que lançaram livros. Após seu primeiro livro, Quinze Dias, ser lançado em 2017, Vitor nos presenteia com o incrível "Um milhão de finais felizes".

Conheci o Vitor na Bienal do livro desse ano, leia aqui como foi!


Jonas vive ao lado de seu caderninho de ideias, é nele em que anota todas as suas ideias para histórias que deseja contar. É meio que uma válvula de escape pro redemoinho que o cerca. Com uma família conservadora, Jonas balança entre a mãe religiosa e o pai afastado. Parece estar indo bem com isso até que conhece Arthur, um lindo garoto de barba ruiva que aparece no café onde Jonas trabalha e mexe com seus sentimentos. 

Agora, Jonas sabe que existe um amanhã. Com o poder que seus amigos repassam, Jonas enfrenta seus medos e batalhas em busca de um final feliz e de uma boa historia para contar. 


Para mim, Vitor Martins deixou seu "OK" cravado em Quinze Dias. Não foi extraordinário quanto minhas expectativas eram, mas não foi uma catástrofe. Com trama simples, o livro passava neutro, calmo, e cheio de bons clichês. Tinha achado tudo muito fofo mas não passava da segunda linha. E ai Vitor, o que virá depois disso?, me perguntei.

Veio uma das melhores histórias do ano!

Um milhão de finais felizes é amplo, verdadeiro e deliciosamente cruel. Vitor se dedicou muito a esse universo e é gratificante ver como cada palavra constrói essa linda história. Depois de ler "Todas as cores do Natal" imaginei que Vitor seria um John Green no cenário nacional. Tudo muito igual e plano. Embora a representatividade tenha sido sempre um pós. Quebrei a cara, Vitor está para mim da mesma forma como David Levithan está. E o melhor: nacional. 

VITOR, OBRIGADO VOCÊ É NECESSÁRIO!!!


Vitor não constrói apenas boas histórias, suas palavras trazem mensagens e elas são extremamente necessárias. Os debates com seus livros não devem tardar a acontecer (se já não estiverem, quero ir inclusive). Um milhão de finais felizes aborda tudo com muita sutileza, ainda que com passagens tensas (quantas pessoas já não relataram chorar no ônibus ao ler o livro?), tudo pesa pro lado positivo na balança. 

Extremamente encantado com tudo, a forma como Jonas foi construído, ele é provavelmente meu personagem favorito agora. Quando a sinopse foi divulgada pensei imediatamente em "Minha versão de você", de Christina Lauren, dizer que quebrei a cara mais uma vez seria redundante? Jonas seria um ótimo amigo para Tanner. 

Enfim, que a mensagem de Vitor Martins atinja um milhão de pessoas!


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