Leah fora de sintonia e a Bienal do Livro 2018





Becky Albertalli tem sido um forte nome quando falamos de literatura Young Adult e representatividade, a americana simplesmente conquistou uma legião de fãs com "Simon vs a Agenda Homo Sapiens", principalmente depois desse virar adaptação no início desse ano (2018). 



Não demorou para que Becky expandisse esse universo, após "Os 27 Crushes de Molly", a autora finalmente lança o tão aguardado "Leah fora de Sintonia". Um presentão pra quem é fã da autora. 


Leah é com certeza uma das personagens mais complexas nas mãos de Becky, tão complexa que poderá irritar muitos leitores acomodados. Seus pensamentos são claros na mesma proporção que são confusos. Ela é uma adolescente, e age como uma. Suas relações, ainda que concisas, a tornam a pessoa que é: insegura, perdida. Leah está totalmente fora de seus eixos, ao longo do livro vemos sua busca por respostas e por um jeito de amenizar tudo, ser a garota que ela sabe que pode ser. 


Com o final do ensino médio, todos que a cercam estão pensando em faculdade, para onde ir e o que fazer. Leah também, no entanto seu coração começa a apitar por uma garota que até então ela não simpatizava muito. Leah é bissexual e, embora seu melhor amigo gay não saiba disso, ela está totalmente confortável
 com isso, é uma visão diferente da que tivemos em "Simon". 



Embora Becky seja minha autora favorita, tenho medo do futuro, muitas passagens do livro passam exageradas. A autora parece dançar na roda que os fãs formaram. Ela gira em torno de personagens aclamados pelo publico. Simon é cem por cento feliz e alegre, esse é o papel dele nesse livro, ser feliz e o melhor amigo do universo. (Simon, eu te amo).

Leah fora de sintonia segue firme, uma boa sequencia para esse universo que ainda pode render muito para Albertalli. os fãs vão surtar, sem duvidas. 


A bienal do livro desse ano aconteceu no pavilhão do Anhembi entre os dia 03 e 12 de Outubro. Fui ao evento em dois dias, a Bienal tem evoluído para as multidões, mas é carente em atrações. Com um dos meus autores favoritos na programação (David Levithan) soa errado dizer isso. Mas a bienal reúne vários públicos, muitos podem simplesmente ficarem entediados depois de andarem por mais de 2 horas pelo pavilhão.  Ainda assim, os encontros de fãs, cosplayers, os salões oficiais da Bienal e alguns outros são exemplos eficazes do que eles podem e fazem muito bem! 

Já se foi o tempo em que íamos para a bienal e voltávamos com uma mala cheia de livros (ainda existem sobreviventes). Muitas vezes acaba compensando mais pesquisar e ponderar suas compras. Mas preciso evidenciar um fato: AUTORES NACIONAIS. Sem duvidas o destaque das ultimas edições. Estamos com um cenário nacional incrivelmente bom! Não sei quem são os contribuintes, mas parabéns!

Portanto, coloque autores nacionais nas suas listas, principalmente se você gosta de autógrafos. São os mais acessíveis. APOIE A LITERATURA NACIONAL. 


Dia 5 (Domingo) foi o meu primeiro dia de Bienal, não tinha nada para comprar. Fui conhecer amigos (Tamires e o Diego do Vida e Letras), mas acabei voltando com "Leah fora de sintonia" e "Um milhão de finais felizes" do Vitor Martins. Acabei passando na fila da Fernanda Nia e da Iris Figueiredo, autoras de Mensageira da sorte e Céu sem estrelas

 


Já no dia 11 fui à Bienal apenas para a seção de autógrafos do David Levithan. Cheguei ao pavilhão já pelo fim da tarde, não entrei em nenhum estande. David é um fofo, ainda que parecesse entediado em certos momentos. Alias, quem escolhe os mediadores? Custava colocar alguém com mais envolvimento e que tivesse lido os livros do autor? Estava na cara que a mediadora leu UM livro, inclusive focou grande parte da entrevista em uma personagem coadjuvante. Essa não é uma reclamação só minha, grande parte dos fãs que estavam na fila lá atrás (outro problema, nem pudemos ver a entrevista, só existiam duas opções: ver a palestra e não ter garantia da volta pra casa já que o horário era totalmente fora de rota ou garantir o ingresso e ver seu autor favorito passar "vergonha" porque a palestra estava super vazia. Organizadores, pensem sobre isso).


             

Sem duvidas, uma Bienal de amigos, de sorrisos. E de incentivos. Estava me afastando desse meio, mas sai de lá com vários livros novos para conhecer. Não importa como você vive a Bienal, tá certo! Um evento tão flexível como esse não impõe regras. Segue fotos tiradas que não entraram no post mas... não consigo descartá-las:           

    


A bienal do ano que vem acontece no Rio de Janeiro, nos vemos em 2020 na próxima edição aqui de São Paulo :D 




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